GALERIA DE ARTE

Reforçando a nossa missão de promover o trabalho de uma nova geração de artistas, temos o prazer de apresentar na 2ª edição do Seminário Internacional de Educação Intercultural Bilíngue as artes abaixo:

Para Jaider Esbell 

Pássaro encantado, 
Das linhas e formas.
Irmão das luas e sóis,
Herdeiro das dores sem fim...
Venho cantar-te  sem rimas, 
Tal como uma hunhatain,
Rabiscando seus primeiros passos
À  sombra da irmã árvore Wazacá.

Hoje o dia amanheceu chorando, 
Porque Guaracy não te encontrou na janela. 
Mas Makunaima assoviou ao vento, 
Que ele e o seu irmão Enxikirang,
O esperavam num dourado milharal,
Cercado por frutas e flores perfumadas. 

Fostes escolhido antes da vida uterina, 
Como mensageiro da Pachamama. 
Os Teus olhos de açaí enluarados, 
Nasceram na primavera das florestas. 
Teus mergulhos com a mãe d'água 
Até as profundezas da Terra, 
Te revelaram os tons de luz e sombra, 
Os desejos e necessidades,
Dos teus irmãos da fauna e flora.
Juntos, eles te bendizem agora:
Vem Pássaro Encantador, 
Vem!  Agora descansa no colo de tua vó...
Escuta a sua canção sagrada de amor!
Eu aqui ouço tecendo os meus rezos por ti,
Desejando voar nas tuas asas,
Para ouvir o teu rizo de kurumim livre e feliz.

Pássaro Encantado, 
Semeador artivista do bem viver indígena,
Atalaia de resistência do Ninho Mãe Terra,
Tuas sementes em linhas, formas e cores,
Não morrerão jogadas ao vento...
Elas irão vingar e brotar 
Nos quatro cantos desta Terra! 
Declaro perante as tuas Belas Artes, 
Enquanto tu e os encantados velam por nós,
Pelos nossos irmãos e irmãs da fauna e flora,
Eu e muitos outros deste Ninho Mãe,
Seremos multicores de vozes e olhares aqui. 


Eva Potiguara, para o seu irmão Jaider Esbell, que se tornou Pássaro Encantado e voou para o colo da Mãe Vó Macuxi.

Natal, 03/11/2021

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Alaweru Meynako

Indígena do povo Meynako do Xingu

Artista de bijuterias, colares e brincos

Tem na arte a expressão de seu povo, pois a ele se liga em seu sangue, suas raízes.

Seu desejo é que a arte possa mostrar ao mundo como seu povo vive, sua cultura e sua marca.

 

+55 61 8494-0480

https://www.instagram.com/alaweru/

André Dib

Fotógrafo

Fotógrafo desde 2002, André Dib especializou-se em fotografia documental, produzindo conteúdo não apenas para as principais revistas e jornais do país como também do exterior. Participou de diversas expedições pelo mundo a fim de documentar paisagens, fauna e flora, bem como registrar o modo de vida de povos e comunidades tradicionais.

 Entre ensaios e reportagens, teve trabalhos publicados nas conceituadas National Geographic Brasil, The Guardian, Explore, O Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

O fotógrafo também produziu conteúdo para ONGs e instituições como WWF-Brasil, Greenpeace, Itaú Social, SOS Amazônia, Fundação Grupo Boticário, FAO (ONU), ICMBio, Serviço Florestal Brasileiro e já teve muitos de seus ensaios apresentados em mostras e exposições dentro e fora do país.
 

+55 62 9811 8109

https://www.andredib.com.br/biografia

https://www.curtlo.com.br/embaixadores/andre-dib

https://www.instagram.com/andre_dib_fotografia/

Artistas de Roraima (Músicos)

Musicas podem ser encontradas em nossa galeria de vídeo

Neuber Uchôa - Roraima

Nascido em 1959 em Boa Vista, capital de Roraima, Neuber Uchôa começou a cantar em programas de auditório aos três anos de idade e, aos 13, quando sua voz começou a mudar, resolveu aprender o violão, passando a compor a sério a partir dos 18 anos.

Em 1984, Neuber Uchôa se juntou aos artistas Zeca Preto e Eliakin Rufino para uma série de shows, nascendo ali o Movimento Roraimeira, que valorizou o regionalismo, por meio do resgate e da mistura das sonoridades indígena, caribenha e da música de raiz brasileira.

Com mais de uma dezena de discos na bagagem, entre álbuns solo e em parceria com outros artistas, Neuber Uchôa é um dos patrimônios vivos da música roraimense e amazônica, chegando a fazer de sua própria casa um centro cultural na cidade de Boa Vista.

https://www.youtube.com/watch?v=O4RgKHka9qY&ab_channel=CauxiProdu%C3%A7%C3%B5es

Zeca Preto

Cantador, Compositor e Poeta, com 11 discos gravados e 02 livros editados e 01 Songbook.

Nasceu nos encantos aquáticos do rio Guamá em Belém do Pará. Vive há mais de 33 anos em Boa Vista em Roraima.

Fez Shows em todo o Brasil, inclusive esteve no exterior: Venezuela e Suiça. Contemplado como DOCTV em Roraimeira Uma Expressão Amazônica e mais recentemento com Projeto Pixinguinha 2008/2009.

https://www.youtube.com/watch?v=y5H3vy_zEhY&ab_channel=CarlosAmorimProducoes

Eliakin Rufino

Nascido em Boa Vista, capital do Estado de Roraima, em 27 de maio de 1956.

Eliakin Rufino de Souza, mais conhecido apenas como Eliakin Rufino (Boa Vista, 27 de maio de 1956), é um poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista brasileiro. É, junto a Zeca Preto e Neuber Uchoa, um dos integrantes do movimento Roraimeira — expressão cultural amazônica considerada por cientistas sociais como um dos expoentes máximos na construção da identidade roraimense.

Tem vários livros publicados, entre eles: Pássaros Ariscos (1984), Poemas (1987), Escola de Poesia (1990), Brincadeira (1991), Poeta de água doce (1993), Versão Poética do Estatuto da Criança e do Adolescente (1995), Poesia para ler na cama (1997), Poeta de Água Doce (1999). Tem também poemas publicados em antologias e sites de poesia nacionais e internacionais.

Além de escritor, ele é musico, cantor, compositor, filósofo, produtor cultural e jornalista.

Tudo Indio Tudo Parente ( música de Eliakin cantada por Nilson Chaves)

https://www.letras.mus.br/nilson-chaves/217038/

Done Karapiá

Percussionista, artista indígena e compositor de músicas.

Makdones Santos de Almeida, conhecido como Done karapiá é um multi-artista indígena de 36 anos que mora em Boa Vista. Criado na Comunidade indígena Santa Rosa que fica localizada na Terra Indígena São Marcos em Roraima, ele tem ascendência Macuxi e Wapixana por parte de mãe, e Saterê e Jaci por parte de pai. Autodidata, expressa sua arte através de pinturas corporais com tinta de jenipapo, pirogravura em osso, cestaria, confecção de colares, pulseiras, brincos e instrumentos musicais, pintura em tecido, e música.

+55 95 98403 8470

makdonessantos29860@gmail.com

@artesdones

Enoque Raposo

Enoque Raposo. Indígena da etnia makuxi.

Graduado em secretariado executivo pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e pós-graduado em empreendedorismo em gestão de turismo pelo Fullbright Program, Flórida (EUA). Atualmente, trabalha no Departamento de Turismo do Estado de Roraima (DETUR) como chefe de Divisão de Turismo Regional.

Também é coordenador de Turismo na Comunidade Indígena Raposa I e do projeto do Festival das Panelas de Barro.

 

+55 95 9119 8451

https://www.instagram.com/enoque.raposo.3/

https://www.facebook.com/enoque.raposo

Jaider Esbell

Jaider Esbell (1979, Normandia, RR), do povo Macuxi, é artista multimídia e curador independente. A cosmovisão de seu povo, as narrativas míticas e a vida cotidiana nas Amazônias compõem a poética de seu trabalho que se desdobra em desenhos, pinturas, vídeos, performances e textos. Definindo suas proposições artísticas como artivismo, as pesquisas de Esbell combinam discussões interseccionais entre arte, ancestralidade, espiritualidade, história, memória, política e ecologia. Tem destaque suas elaborações sobre o txaísmo – modo de tecer relações de afinidades afetivas nos circuitos interculturais das artes pautadas pelo protagonismo indígena. No campo da crítica decolonial sua trajetória e pesquisa prática evidenciam o que em geral se experimenta estritamente no plano do discurso. Realiza práticas de arte-educação em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e urbanas periféricas, atuando especialmente em articulações junto a artistas indígenas da região circumroraimense a partir de sua galeria de arte indígena contemporânea na cidade de Boa Vista – RR.

www.galeriajaideresbell.com.br

galeria@galeriajaideresbell.com.br

Mahsiyano Wai Wai

Data de nascimento: 21/07/1989

Povo: wai wai

Bisneto de Ewka Wai wai, o primeiro wai wai a ter contato com os brancos. Iniciou sua profissão junto ao seu tio. Com isso foi atrás de aprender como fazer as plumárias e se aperfeiçoou em estudos e na natureza.

Ele faz o trabalho dentro da cultura wai wai e pretende com isso apresentar seu povo ao mundo, sente-se como um elo do mundo branco com o povo wai wai.

É um precursor e um representante de seu povo.

 

+55 95 98411 7722

waimahsiyano@gmail.com

www.instagram.com/mahsiyanowai/

Priscilla Cardoso Rodrigues

É graduada e Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e doutoranda em Direito Público pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), sendo bolsista CAPES de Doutorado Pleno no exterior. É Professora Adjunta do Instituto de Ciências Jurídicas e Professora Colaboradora do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima (UFRR), além de Avaliadora de Curso e IES do INEP/MEC, Membro da Comissão Interinstitucional de Efetivação e Defesa dos Direitos Indígenas Fundamentais (CIDIF), Investigadora do Instituto Jurídico da Universidade de Coimbra, Revisora de Periódicos Cientíificos nacionais e internacionais, tais como a Revista de Informação Legislativa do Senado Federal e a Elsevier Ecosystem Services Journal. Foi Coordenadora do Curso de Direito, Coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas e Defesa de Direitos Humanos e Coordenadora-Adjunta de Relações Internacionais da UFRR e Reasearcher Visiting Scholar no Latin American and Caribbean Studies Institute (LACSI), na University of Georgia, nos Estados Unidos. Tem experiência na área de Direito e Antropologia, com ênfase em Direito dos Povos Indígenas, Direito Socioambiental e Estudos Feministas.

É curadora de duas obras: Lutas e Resistências, culturas indígenas e artvismo e a recente obra lançada Para a Amazônia respirar arte.

 

+55 13 98104 8760

priscila.jfif

Para Amazônia Respirar Artes

Disponivel para Download

Priscilla Cardoso Rodrigues

Lutas e Resistências, Culturas Indígenas Artivismo 2021

Disponivel para Download

José Faustino Casado Asis

Artista, escultor y productor cultural indígena de la etnia taurepan. Nació en puerto el polo caserío waiparú município Gran Sabana- Estado Bolívar- Venezuela. Hasta Los 14 anos vivió en sú Comunidad, comenzó a disenhar a Los 8 anos de edad, a Los 13 anos edad comenzó a comercializar sus obras en su localidad, Luego a Los 14 anos fué a explorar y aprender sobre lá cultura indígena ancestral en diferentes lugares de la Grán Sabana, en esos anos se dedicó mucho a su cultura ancestral  para poder plasmar en sus obras en el futuro. En 2003 fué invitado para una exposicion y concurso de artistas en bellas artes (Caracas) a hí gana el concurso de arte libre, sobre lá madre Tierra, bautizando su nombre artístico como: Amayikok pi Casado Asis
(Espiritu de la selva)
Con tema: beleza de kerepakupay merú y su encantamiento.
(El Salto Angel). En 2011 fué invitado Al exterior publicado por lá prensa correo del Caroní, Trapasando lá Frontera. Pero no se dió lo previsto, sim embargo, se dió otro camino. En 2017 se imigra a Brasil en busca de otro camino de su Carrera artístico. El 17 de febrero de 2020 ingresó a trabajar en la galeria de artes indígenas Contemporânea en Boavista-RR
Actualmante recide en la comunidad indígena de Bananal alto San Marcos- Pacaraima-RR 

 


+55(95)984075553
arteamayikok636@gmail.com
Amayikok pi Casado Asis
@amayikokpicasado.

 

Pedro Karaí

Sou Pedro Karaí, artista indígena nascido em São Paulo. Pertenço ao Povo Xukuru Kariri, de Palmeiras dos Índios, Alagoas. 
Utilizo a música indígena como instrumento de rezo e resistência.
Através de instrumentos nativos também exerço a Musicoterapia Nativa.
Hoje vivo na cidade de Parintins, às margens do Rio Amazonas.

Instagram: @pedrokaraixk

Contato: 11957968983

email:terapianativa@gmail.com

Canal do YouTube: Pedro Karaí